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Fonte: http://www.epilepsia.org.br

O que é epilepsia?

Definição
É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais e por conseqüência a consciência, generalizada.
Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não
significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Sintomas
Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 5 minutos
sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas
Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

Diagnóstico
Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no
diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, conseqüentemente, na busca do tratamento adequado.

Cura
Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional. Em determinados casos, a cirurgia é
uma alternativa.

Recomendações para paciente com diagnóstico firmado de epilepsia.

Não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada e utilizar as medicações rigorosamente segundo a prescrição médica. Pode ser útil portar alguma identificação sobre o seu diagnóstico. Para os pacientes com crises generalizadas, pode acontecer restrição laboral.

Crises
Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a pessoa é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar. Mulheres grávidas e diabéticos merecem maiores cuidados. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa. Se a crise durar mais que 5 minutos, ligue para o Serviço Móvel de Urgência (SAMU).

É possível calcular o impacto que a dor de cabeça, principalmente a enxaqueca, gera na vida das pessoas. Estima-se, apenas no Estados Unidos, que os custos diretos provocados por consultas, remédios e médicos estejam em torno de 17 bilhões de dólares por ano.
No Brasil, 15,2% das pessoas são afetadas pela enxaqueca, 13% pela cefaleia tensional, 6,9% tem dor todos os dias. A dor de cabeça gera declínio na qualidade de vida, que é
reduzida ainda mais com a associação transtornos ansiosos, depressivos e
distúrbios do sono. As pessoas com enxaqueca, cefaleia tensional e outras dores de cabeça
desmarcam compromissos profissionais, de lazer, convivência familiar e estudos.
Existem alguns testes para se mensurar a gravidade da enxaqueca, abaixo vamos verificar o
MIDAS (MIgraine Disability Assessment Scale, ou escala de medida da incapacidade da
enxaqueca). Teste o impacto da sua dor de cabeça:
Complete as questões de 1 a 5 pensando em todas as dores de cabeça que você teve nos últimos 3 meses (90 dias). Coloque zero se você não apresentou o item descrito.

1. Dias de Trabalho ou escola perdidos
Quantos dias de trabalho ou escola você perdeu por causa da dor de cabeça nos últimos 3
meses (90 dias)?
(____)

2. Dias com perda de produtividade na escola ou trabalho
Quantos dias a sua produtividade no trabalho ou na escola reduziu-se pela metade ou menos devido à dor de cabeça nos últimos 3 meses (90 dias)?
(não inclua os dias que você respondeu na pergunta 1)
(____)

3. Dias de atividade em casa perdidos
Quantos dias você não fez atividades domésticas devido à dor de cabeça nos últimos 3 meses (90 dias)?
(____)

4. Dias com perda da produtividade em casa
Quantos dias sua produtividade nas atividades domésticas reduziu-se pela metade ou menos devido à dor de cabeça nos últimos 3 meses (90 dias)?
(não inclua os dias que você respondeu na pergunta 3)
(____)

 

Some a pontuação dos itens 1 a 5, se o resultado for
de 0 a 5, o MIDAS é GRAU I, ou seja, incapacidade mínima
de 6 a 10, o MIDAS é GRAU II, ou seja, incapacidade LEVE
de 11 a 20, o MIDAS é GRAU III, ou seja, incapacidade MODERADA
maior que 20, o MIDAS é GRAU IV, ou seja, incapacidade GRAVE
Com MIDAS maior ou igual a 6, recomenda-se buscar um neurologista para diagnóstico e tratamento

5. Dias de atividades sociais e lazer perdidos
Quantos dias você deixou de fazer atividades sociais, familiares ou de lazer devido à dor de
cabeça nos últimos 3 meses (90 dias)?
(____)