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Wang Y et al. N Engl J Med 2013 Jun 26.

Results of a study in China suggest that it might. 

To compare the effects of aspirin plus clopidogrel with aspirin alone in minor stroke or transient ischemic attack (TIA), more than 100 centers in China recruited a total of 5170 patients with a diagnosis of “high-risk” TIA or minor stroke within 24 hours of symptom onset. High-risk TIA was defined as a score of ≥4 on the ABCD2 scale, which is based on age, blood pressure, and other clinical variables. Minor stroke was defined as a score of ≤3 on the NIH Stroke Scale score.

All patients received aspirin (75–300 mg) on day 1 and 75 mg of aspirin through day 21. Those randomized to dual antiplatelet therapy received 300 mg of clopidogrel on day 1 and 75 mg on days 2 through 90, with aspirin placebo on days 22 through 90. Those randomized to aspirin alone continued on 75 mg of aspirin daily though day 90, with clopidogrel placebo on days 1 through 90.

During the 90-day follow-up period, there was a significant, 32% relative reduction in the rate of stroke with dual antiplatelet therapy (11.7% with aspirin alone, 8.2% with the combination; hazard ratio, 0.68) and a significant reduction in the combination of fatal or disabling stroke (HR, 0.75). Major extracranial or intracranial hemorrhages did not differ (0.3% in both groups).

COMMENT

Some treatments initially used for cardiac disease (e.g., thrombolysis and statins) have percolated into the prevention and treatment of stroke. Other treatments commonly used for cardiac disease, such as intravenous heparin, have not been proven useful for stroke.

What about dual antiplatelet therapy, which is effective for acute coronary syndromes? This study showed an impressive 32% relative and 3.5% absolute reduction in the rate of stroke with dual antiplatelet therapy. Asian populations differ from others with respect to the pathophysiology of stroke, such as greater frequency of intracranial stenosis. A North American study with a similar design is in progress (the POINT trial). If the second study confirms the benefits of dual antiplatelet therapy, another “cardiac” treatment could soon be applied to patients with cerebrovascular disease.

 

Ataque Isquêmico Transitório ou Isquemia Transitória

Por Maramélia Miranda

O AIT – sigla usada entre os médicos para simplificar o termo ataque isquêmico transitório, ou mais simplesmente uma isquemia transitória, é um problema neurológico que, como o nome já explica, acontece transitoriamente, vem geralmente de repente, subitamente, provoca os sintomas no paciente, e demora alguns minutos ou horas, havendo no final a recuperação total do paciente afetado.

Fatores de risco para AIT (ou AVC)

Os fatores de risco mais conhecidos são: idade (mais velhos), genética (história familiar de muitos casos de AVC ou doença cardíaca), tabagismo, sedentarismo, diabetes, aumento de colesterol ou triglicérides, ter doenças cardíacas, arritmia cardíaca ou infarto prévio.

Entretanto, os jovens e adultos mais jovens que não tem nada disso também podem ter um AIT ou AVC. Nestes casos (dos jovens), a pesquisa do que causou o AIT ou AVC deve ser detalhada. As causas mais frequentes de AIT ou AVC em jovens são as dissecções arteriais, o forame oval patente, uso de medicações tóxicas ou drogas ilícitas e casos de AIT ou AVC relacionados a crises de enxaqueca.

Sintomas

No AIT, o que ocorre é uma obstrução ou entupimento momentâneo, transitório, de algum vaso que irriga o cérebro. O vaso (artéria) leva o sangue, oxigênio e glicose para sua correspondente região cerebral. Como no AIT, naqueles minutos ou horas, o sangue não chega naquele local irrigado pelo vaso entupido, aquela região deixa de fazer a sua função, e o paciente sente os sintomas de acordo com a região e vaso (artéria) afetados.

O mais comum é ocorrerem sintomas simulando um derrame, ou AVC – acidente vascular cerebral. Portanto, o susto é grande! Principalmente se a pessoa já conhece quais sintomas podem ser um AVC… Mas o mais importante dos sintomas do AVC ou AIT é que sempre, quase sempre, eles ocorrem subitamente, de um minuto para o outro, sem avisar. Geralmente a pessoa ou familiar sabe exatamente em que horário começou, o que estava fazendo na hora do início (exceto nos casos em o paciente tem o AVC ou AIT estando sozinho e é encontrado desmaiado por testemunhas). A seguir os principais sintomas de um AIT (e também AVC):::

  • Alteração súbita da fala, com dificuldade para completar as palavras ou frases, ou começar a ter a fala enrolada;
  • Alteração súbita da força num membro (braço ou perna) ou em um lado do corpo (braço e perna do mesmo lado), ou nas pernas, com fraqueza e diferença de força em relação ao lado normal;
  • Alteração súbita da sensibilidade em um lado do corpo;
  • Desvio da boca para um dos lados (a boca começa a “entortar”), de início súbito;
  • Alteração súbita e intensa do equilíbrio, com dificuldade de andar, náuseas e vômitos junto ao sintoma do andar;
  • Alteração visual de início súbito – pode ser uma visão embaçada, tremida, visão dupla, visão ardendo de repente, perda ou embaçamento de um dos lados da visão;
  • Alteração súbita da audição, junto com náuseas, perda do equilíbrio e dificuldade de andar;
  • Sonolência de início súbito, com parada da fala;
  • Convulsões e sonolência excessiva vindo juntas e de forma súbita;
  • Dor de cabeça de início súbito e muito, muito forte.

 O que fazer na suspeita de um AVC ou AIT?

O mais importante: não ficar em casa esperando os sintomas passarem (pois você pode estar perdendo tempo no tratamento). O paciente com esta suspeita deve ser levado imediatamente para um hospital, de preferência que tenha um setor de emergência com médico e tomografia disponível 24 horas por dia. Isso faz toda a diferença, pois caso seja indicada a trombólise (tipo de tratamento para dissolver o coágulo em AVC isquêmico), é importante ter pelo menos a tomografia realizada até 3-4,5 horas do início dos sintomas.

Outro modo de ação é chamar o serviço de emergência do governo – SAMU, pelo fone 192. Mas tomem cuidado porque algumas cidades possuem este serviço muito eficiente, que chegam rapidamente no local do chamado, e outras não. Portanto, caso você chame o SAMU e esteja demorando, não perca tempo: arrume um carro ou transporte e leve a pessoa ao hospital.

Exames

Sempre na suspeita de um AIT ou AVC, na emergência, pede-se uma tomografia de crânio, para excluir se houve ou não hemorragia. Depois, dependendo de caso a caso, o paciente pode ser internado para observação nos primeiros dias, e termina de fazer outros exames no hospital e depois em laboratórios. Além da avaliação pelo médico neurologista, para avaliar se há alguma alteração neurológica, os exames mais comumente pedidos para estes casos são:

  • Tomografia do crânio
  • Ressonância magnética do crânio
  • Angiorressonância do crânio e/ou artérias cervicais
  • Ecocardiograma e eletrocardiograma
  • Exames de sangue
  • Holter de 24 horas
  • Doppler transcraniano
  • Ultrassonografia das carótidas e vertebrais

Dependendo da idade, dos fatores de risco de cada paciente, de como foram os sintomas de cada caso, o neurologista pede uma bateria ou outra de exames para investigar.

Tratamento

Depende. Principalmente da causa do AIT (ou AVC) ocorrido. Daí a importância de se ter ideia do que causou aquele evento e do paciente ser bem investigado. O pilar principal de tratamento da maioria dos casos de AIT ou AVC isquêmico é controlar bem os fatores de risco que podem ser controlados (baixar colesterol, diabetes, retirar o cigarro, excesso de álcool, reduzir obesidade, etc…), controlar muito bem a pressão arterial nos pacientes que tem pressão alta, e usar medicações que afinam o sangue, com a intenção de fazer o sangue circular melhor nas artérias e veias, evitando a formação de trombos ou coágulos, e consequentemente, os sintomas de AIT ou AVC.

Os medicamentos mais usados na prevenção dos AITs são a aspirina ou AAS (doses baixas, de 80 a 325mg ao dia), clopidogrel, warfarina, rivaroxaban, apixaban e dabigatran. Usar um ou outro da lista acima irá depender da causa do problema, e da indicação de maior ou menor proteção em relação à formação de trombos e coágulos.

 

http://www.ineuro.com.br/para-os-pacientes/ataque-isquemico-transitorio-ou-isquemia-transitoria/