O Doppler transcraniano (DTC) é um método relativamente novo, descrito em 1982 por Rune Aaslid e introduzido no Brasil em 1992 por Roberto Hirsch, na Universidade de São Paulo. Aqui realizamos a divulgação das principais vantagens do método no diagnóstico, seguimento e manejo terapêutico de pacientes com suspeita  de doença vascular. O objetivo deste trabalho é demonstrar como o DTC vem sendo utilizado em nosso meio e quais são as especialidades médicas que vêm absorvendo o auxílio do método. Verificamos que a solicitação do exame em nosso meio depende da divulgação do serviço, da implementação de linhas de pesquisa e, finalmente, do reconhecimento de sua utilidade na prática diária.

o DTC foi estabelecido como útil (nível A) nos seguintes tópicos: 1) identificação de risco de AV C isquêmico em crianças com anemia falciforme entre 2 e 16 anos; 2) detecção e monitoração de vasoespasmo após hemorragia subaracnóidea espontânea; 3) detecção de parada circulatória encefálica como exame complementar no diagnóstico de morte encefálica; 4) investigação de shunt d i re i t a – e s q u e rda quando utilizado com agente contrastante. O DTC é pro v a v e lmente útil (nível B) em: 1) detecção de oclusão/estenose intracraniana; 2) estudo de vasore a t i v i d a d e c e rebral; 3) monitoração de trombólise cerebral no AVC agudo; 4) monitoração de procedimentos como e n d a rt e rectomia carotídea e revascularização do m i o c á rdio; 5) detecção de sinais de microembolia cerebral; 6) detecção e monitoração de vasoespasmo após hemorragia subaracnóidea traumática. O uso do DTC foi considerado possivelmente útil (nível C) na análise de estenose da artéria carótida intern a extracraniana.

Em Fortaleza/CE realizamos exames para complementar o diagnóstico das doença cérebro-vasculares, marque aqui seu exame:

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